Olhou o letreiro
Tragou mais um pouco
Do calmante certeiro apoiado
entre os dedos frágeis.
Chamariz perverso:
Quase um cartaz dizendo:
“Tremo as minhas mãos”
Ainda não era chegada
A hora rejeitada
E tão mal anunciada
Já doía.
A ponteira vermelha abusava da fumaça respirada,
Enquanto o pulmão se enchia de dúvidas nubladas.
No terminal o vento de açoite ou ofensa
Pausa:
Quando solta a neblina pela boca – chovem os olhos.
Seu rosto de garoa neblinada acompanha as mãos trêmulas.
Uma Londres deprimida,
Avenidas e solavancos:
É chegada a hora da partida.
