O horizonte, ao longe, escorre em laca de malha negra
Ao largo da noite alta
Poucas lâmpadas acesas cessam o descansar preguiçoso
da mata que me parece
- pelo vento que me fala a hálito verde –
Se adensa
E por alguns olhares breves:
Janela noite alta
Folhas brancas abertas
A metrópole – gigante agitada – quieta dorme!
Há apenas poucos quartos acesos dando à luz
a fronteira da mata escura, densa, pura
A filha que divide a selva de pedra, adormecida.
