Pudera tamanha ironia
Da natureza?
D’onde é que vem
O vento
Pra deixar embarrigada de cores
A primavera?
Todo pequenino ser
Perde as plumas
E alça vôos…
São dessas asas que ninguém pode ver,
- Asas que não precisam ser vistas! -
As coisas que Deus passeia pelo ar.
Despertam nossos olhos para qualquer nudez do mundo:
De que mais duvidar
Quando vem a pousar, inclinada,
Num gracejo agradecido e delicado,
A flor – na borboleta?
