Sou de capas
E conteúdos.
De inteiros e miúdos.
De ciúmes e regaços.
De jogos e discursos.
Sou de grito e melodia.
Sou do descompasso e da
Harmonia
Sou do corpo
Da febre e dos instintos.
sou de misto.

Sou de capas
E conteúdos.
De inteiros e miúdos.
De ciúmes e regaços.
De jogos e discursos.
Sou de grito e melodia.
Sou do descompasso e da
Harmonia
Sou do corpo
Da febre e dos instintos.
sou de misto.

Me acende esse fósforo – e economiza. Meu pavio curto dá pro único barril de pólvora que nos reservei. No seu sopro que apaga e alimenta, me avisa de onde vem tanta mentira e tanto ar. Me devolve a atmosfera que você aprendeu a roubar.

Farol verde
Ele fala sobre
Cantos escondidos e olhares
As listras no asfalto
Apenas grades de salvação
(apoio para solas de sapato)
A fotografia que tiro
Agora é monótona
É cidade
É sempre a mesma
Mas nunca é a mesma
E já estamos salvos.
Farol amarelo,
Ele fala sobre despedidas
E eu penso em cacos
E em bebidas.
- quando ao afastarmos
Nossos pés – apenas empurramos
A terra que nos apóia.
Farol vermelho
E nossos calcanhares se beijam.
A quantidade de terra
Que nossos passos empurram
Cria entre nós
Uma cordilheira.

No breu do quarto,
Uma camiseta caiu no assoalho.
Uma toalha jogada em cima do abajour:
Dois pares de pés jogados no colchão…