
Grantes
Março 6, 2009

Tela Navio de imigrantes, Lasar Segal
Milhares de sacas
E peles e cores e gengivas
Choros e velas
O mar não acaba
Pra onde fui? Não sabia
Não sabia onde o mar acabava
Mas Deus diz que dá
Milhares de grãos e unhas e testas e mãos.
Vagas e rezas bravas
O mar não acaba
Pra onde fui não sabia
Não sabia onde o mar dava
Mas Deus diz
Milhares de caras
E medos e verdades cruas e cabelos
Convés e casco,
O mar não acaba
Pra onde fui eu ficava
E quando descobri onde findava o mar
A boca do povo dizia:
Deus dará,
Deus dará.
Salve, salve Iemanjá,
Salve Janaína
E tudo o que se fez na água
Jogam flores para o mar
Deus salve a Rainha
E o meu passo nessa esfera…
Um caboclo de orixás
Logo deixa a Terra
Vai de encontro à sua sina
Onde o céu encontra o mar
Achará seu porto
E é assim que isso termina…”
Tá ok, eu peguei isso do Angra, mas, veja, podia ser pior.
Aliás, você sim escreve bem, logo, me sinto honrado com o elogio.
Beijo!
(Se aparecer um tal de Antonio mexendo no seu orkut, era eu justo para procurar por onde agradecer ao comentário).