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Pólen

Agosto 15, 2008

 

Pudera tamanha ironia

Da natureza?

D’onde é que vem

O vento

Pra deixar embarrigada de cores

A primavera?

 

Todo pequenino ser

Perde as plumas

E alça vôos…

São dessas asas que ninguém pode ver,

 - Asas que não precisam ser vistas! -

As coisas que Deus passeia pelo ar.

Despertam nossos olhos para qualquer nudez do mundo:

 

De que mais duvidar

Quando vem a pousar, inclinada,

Num gracejo agradecido e delicado,

 

A flor – na borboleta?

 

2 comentários

  1. Só não me deprimo diante dessa ausência total de comentários frente a essa página eivada de tanta sensibilidade poética, porque a crueldade do dia-a-dia já colocou em minha alma uma carapaça polar, e hoje fiquei com rosto de multidão.


  2. Oi Natália ! Adorei sei blog, e o poema “Pólen “. Adorei o que escreveu, também sobre deixar embarrigada de cores a primavera.
    Gostei de te conhecer.
    Beijos
    Priscila.



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