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Terminal

Julho 20, 2008

 

Olhou o letreiro

Tragou mais um pouco

Do calmante certeiro apoiado

entre os dedos frágeis.

Chamariz perverso:

Quase um cartaz dizendo:

“Tremo as minhas mãos”

Ainda não era chegada

A hora rejeitada

E tão mal anunciada

Já doía.

A ponteira vermelha abusava da fumaça respirada,

Enquanto o pulmão se enchia de dúvidas nubladas.

No terminal o vento de açoite ou ofensa

Pausa:

Quando solta a neblina pela boca – chovem os olhos.

Seu rosto de garoa neblinada acompanha as mãos trêmulas.  

Uma Londres deprimida,

Avenidas e solavancos:

É chegada a hora da partida.

 

2 comentários

  1. Achei o tempo que as mãos tremulas e sua cigarrete já deixaram passar. E resolvi falar da liberdade de escolha que não têm esses olhos quando eles chovem.

    Passe em casa, to te esperando!


  2. Tô levando outro pro poesia tabagista! Caso vc não seja fumante e queira que eu bote lá no post uma daquelas foticas de neném no vidro ou de um traqueostomizado, me avise! Não quero problemas com o Ministério da Saúde…

    Natália, um abraço, mais uma vez.



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